A prioridade é o servidor

Passada a aventura eleitoral em que o governo e, consequentemente, a cidade esteve envolvida, é chegada a hora de administrar a cidade e seus problemas.

Administrar uma cidade é, antes de mais nada, lidar com o desafio de ofertar aos munícipes serviços públicos de qualidade, mantendo o funcionalismo feliz. Para tanto, é preciso se debruçar mais sobre as questões do funcionalismo.

No início da atual gestão da prefeitura, a categoria, organizada em sindicato, apresentou ao prefeito um extenso rol de reivindicações. Alguns anseios envolvem custos adicionais na folha de pagamento. Outros não.

Sabendo das dificuldades financeiras da cidade, a categoria aceitou em 2017, a contragosto, mais um ano sem reajuste. Concentrou suas esperanças em avanços legislativos e em condições de trabalho que não onerariam a folha de pagamentos. Entre esses anseios, a eleição de cipeiros, a Revisão do Estatuto, a discussão de um Plano de Carreiras, convênios com outros entes federativos. Infelizmente, o governo não foi capaz de completar essas tarefas, apesar de dizer concordar com sua execução.

Nós, servidores, pagamos com arrocho salarial o preço do desarranjo administrativo   provocado por gestões passadas, sem distinção. São nossas famílias que amargam a corrosão inflacionária do poder de compra sem os reajustes devidos. O reajuste de 2018 foi pífio, enclausurado por uma leitura bastante restritiva da Lei de Responsabilidade Fiscal. Mais uma contribuição da categoria para a saúde financeira da cidade que resultou em seguidos superávits fiscais e relatórios de gestão de acordo com as demandas da Lei. Infelizmente esse sacrifício não foi reconhecido pela gestão.

Pressionada pelas demandas políticas e pela aventura eleitoral, a administração cedeu na contratação desnecessária de cargos comissionados, no pagamento de fornecedores, nas renegociações feitas com outros entes da administração pública e relegou a segundo plano o pagamento das dívidas com os servidores, responsáveis diretos pela prestação de serviços públicos de qualidade.

A categoria, assim como a maioria da cidade, não poderá, nunca, ser acusada de não ter contribuído com o projeto de poder do qual o governo municipal foi importante pilar. Entretanto, nossa tolerância não pode e não deve ser confundida com ignorância ou cumplicidade.

Desde abril o sindicato procura, através de inúmeros documentos oficiais, chamar a atenção para o fim da paciência da categoria.

Está na hora de administrar a cidade, Senhor Prefeito. E de retomar suas promessas e declarações que o funcionalismo seriam prioridade para a cidade

Plano de Recuperação Salarial JÁ!

Editorial – Revista Servidor  Em Ação – Ed.02 – Out 2018

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